terça-feira, 3 de novembro de 2009

de novo! de novo!



Não tem como negar, você gosta mesmo é do bungee jump imaginário. Pensa, aquele abismo na sua frente, você sentindo o vento no rosto, as pernas ficando fracas, o medo querendo tomar conta. Eu sei que você vai pular, oras, voltar e pedir pra desprenderem as cordas do tornozelo nunca foi muito do seu feitio.
Então tá, braços abertos, olhos fechados, na cabeça um "não tenha medo de ser feliz" martelando desde sua infância. E o mais estranho é que você sabe que ninguém vai te empurrar, você vai ter que sair daquele solo firme e confortável por conta própria, e mesmo assim você espera. Não vem ninguém, nenhum estranho passa por ali pra gritar "pula", quem faz isso é um conhecido, aliás, bem conhecido instinto de desconforto. Tem algo aí dentro que sempre te leva a questionar o que está lá embaixo, que não te deixa ficar na superfície observando, que te manda pra dentro, pra baixo, com força, só pra ver a sua cara quando você notar que tudo por lá é meio igual e meio diferente de tudo que você já viu, e só.

Acho que meus fins não justificam meus meios. Afinal, os meios é que são importantes, os fins são todos iguais. Quando se chega lá embaixo o que importa não é o que você construiu mas sim o que você desconstruiu no caminho.

- voltei pra cá, vamos ver no que que dá -

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Você é a alma do negócio


A alma do negócio é você.

http://www.flickr.com/photos/annedurey/

propagando. me deixa!
* ando pensando em como alma se transforma em lama sem a gente perceber.

terça-feira, 2 de junho de 2009



Saudades de quando a minha maior preocupação no mundo era achar o Wally.
Quando a coisa mais confusa que me acontecia era ficar olhando horas pra figura da rua lotada de gente pra achar o tal mochileiro da camisa vermelha e branca. Nossa, e aquele último quadro, onde tinha um zilhão de Wallys e você tinha que achar justamente aquele que estava sem meias!?
Deus, aquilo era vida.
Me preparando pra atacar de Wally.
Pela infância e pela viagem, me acha quem quiser.

sábado, 16 de maio de 2009

de novo nada.

Bom, que Hollywood trabalha na base de fórmulas fáceis isso é fato. Os enredos são mais repetitivos que novela das 8. Mas uma coisa a gente quase não nota: a associação de imagens. Sabe quando você vai praquele corredor no cinema onde ficam os cartazes e os horários? Sabe aquela hora decisiva pra escolha de qual filme ver? Sabe quando você não faz a mínima idéia da sinopse de cada um e já acabaram aquelas programações de bolso? Então, os produtores pensaram nisso e agora você nem precisa ler algo sobre um filme para saber do que ele fala, basta olhar pro cartaz, com certeza você vai lembrar de algo que já viu antes.
Eis alguns exemplos:
Se o filme for de ação: coloque seu mocinho em primeiro plano e algo explodindo atrás, sucesso na certa:





Se ele for mais de suspense, com aqueles dois grandes atores, bancando o jogo de gato e rato, mocinho e bandido se confundindo, essa fórmula não falha:




Seu tema é crise e idade? Fazer alguém acordar de repente em outra época, mais velho ou mais novo? Essa é de leitura fácil:




Hum, vejamos. Mocinha da cidade grande vai pro interior dos EUA e acaba se descobrindo e ainda de quebra levando o amor de sua vida?




Um dos meus favoritos: faroeste. Armas, pessoas de costas, típica cena dos duelos.



E agora a melhor sequência de todas: filmes de espionagem/intrigas internacioanais.








É o que dizem, se você viu um, você viu todos.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

21

E quem não teve um brinquedo preferido quando criança?
Sempre fui da correria, de brincar de pega-pega, de jogar volei e basquete, natação. Pra me segurar dentro de casa só duas coisas: filme e LEGO!


Os legos! Sinto muita falta, tô até achando que vou desenterrar os meus. Não deixei que minha mãe doasse eles, falei que ia guardar pros meus sobrinhos e filhos, mas to começando a desconfiar que queria mesmo eles pra mim o resto da vida.

Eu tinha a delegacia de polícia, que tinha helicoptero, motos, carro de transporte de prisioneiros, e cela/ilha de onde tinha até túnel pros bandidos fugirem. Tinha também a mina abandonada, numa reconstrução do faroeste americano, tinha bandido com dente de ouro, com lenço na cara, tinha guarda montada com uniformes azuis e cornetas. Também tinha o monumento samurai, que contava com 2 guardas fardados e o meu xodó dos brinquedos: um ninja!

Mas o melhor de tudo era inventar! Ou ainda, montar réplicas de construções reais com os bloquinhos. Então seguem algumas obras de arte em LEGO, e o link pra divertidíssima ilustração da bíblia com LEGO, ideal para catequizar nossas criancinhas.

A Bíblia em LEGO: http://www.thebricktestament.com/

Capas de CD com LEGO:










domingo, 26 de abril de 2009

long days, even longer nights



Ando me perguntando o que raios Seu Longuinho ganha quando a gente dá três pulinhos.
Aposto que ele pega mais uns 2 ou 3 santos lá no céu e fala "Me dá quanto se eu fizer aquele ali embaixo dar três pulinhos ridículos?"
Santos, céticos como sãos, dizem "Lá vem o Longuinho de novo, até parece que você consegue fazer alguém do nada começar a pular, duvido, e pago pra ver."
E no meio de apostas absurdar com vidas alheias o tal Longuinho some com a chave do Seu João. E Seu João já está atrasado pro trabalho, e ainda tem mais algumas horas de ônibus pela frente e tudo que ele mais quer são as chaves. Ele olha pra cima, pro teto do apartamento "São Longuinho, são Longuinho, se eu achar minhas chaves dou três pulinhos". Começa a procurar de novo, levanta a almofada do sofá e lá estão as chaves.
Os santos, pasmos, batem palmas para São Longuinho quando ele mostra Seu João, um senhor gordo de 44 anos, dar três pulos. Feliz da vida o santo ganhou o dia e popularidade.

Moral da história: nossa fé não nos faz enxergar, ela é apenas moeda de troca para santos. Pense porque você acredita nas coisas, pode ser que tenha um São Longuinho tirando sarro de você.

domingo, 22 de março de 2009


Essa é pra quem curte fotografia. Fotos premiadas Sony World Photography Awards - Cannes 2009.

Tem olimpíadas de Pequim, bombardeios na Rússia, centro de tratamento de animais na Austrália, o caos urbano de Xangai e muito mais!

Vale dar uma checada!

terça-feira, 10 de março de 2009

ao vencedor os coqueiros


Sabe quando algo acaba com seu humor por um dia inteiro? Mesmo sendo uma coisa muito pequena? Meus amigos por aí vão falar que isso só acontece com mulheres na TPM, mas não meus caros, não é.

Explicando, hoje pela manhã fui passear no parque Itanhangá com minha avó. Ela precisava dar uma caminhada e eu uma respirada, lá fomos nós. Parque bonito, pessoas educadas que passam por você e dão bom dia (tudo bem que isso acho que foi mais sinal de respeito para com minha velha do que simpatia em si), bela manhã de sol na cidade. Trinta minutos de caminhada, não que minha avó não aguentasse mais, era eu que tava cansada, e tive a BRILHANTE idéia de tomar água de coco! Afinal porque não? Que melhor maneira de fazer uma avó nordestina se sentir em casa em uma manhã de sol do que uma água de coco?
Até aí estava orgulhosa de minha idéia. Pra quem não sabe, água de coco é muito nutritivo: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas A, B1, B2, B5 e C e magnésio. Não que eu soubesse disso antes, mas achei digno consultar o google para convencê-los de que minha idéia era realmente boa.


Não feliz com a paisagem bem arrumadinha do parque, levei minha avó pra uma volta na Afonso Pena. Ali poderíamos sentar embaixo de uma boa sombra, ver o lago do Parque das Nações Indígenas e ainda desfrutar de uma gelada água de coco. Quer coisa melhor pra uma senhora de 80 anos? Tomamos a água, rimos, falamos de coisas do passado como a casa da minha avó em Recife e os hábitos do meu avô, enfim, bons tempos.

Tudo caminhava bem para o final de uma manhã de terça feira.
Eis que resolvo pagar a conta. Eu, com 2 reais na mão pergunto pro simpático tiozinho da barraca de coco: "Quanto fica moço?". Então o céu se fechou, os bebês começaram a chorar, os prédios a cair e os carros a bater: "Foram dois, então fica 6 reais moça". Pára tudo!


6 reais?! Como assim meu senhor, 3 reais cada coco?! Eles tão vindo de onde?
Ah moça, antes a gente trazia lá de Aracaju mas agora tão vindo de uma cidade aqui perto.

Eu, com a cara mais amarrada do mundo, tiro meus 10 reais da carteira. Pego os parcos 4 reais de troco e enfio no bolso com a sensação de ter sido roubada. Minha avó, obviamente, ri: "Na minha terra coco é 1 real".
É vó, eu sei.

sexta-feira, 6 de março de 2009

De: como contar o incontável


Nas minhas contas são 847. Este é o número de filmes que vi em 21 anos.

Se cada um tiver 2h de duração teremos 1694 horas. Cada mês 720 horas, isso dividido dá 2,35.

Dois meses ininterruptos. Isso sem contar as repetições de cada filme. Space Jam devo ter assistido umas 5x quando criança, O Rei Leão nem se fala!

Se eu perdi tempo, ou não, acho que não cabe dizer. Fato é que desenvolvi um vício.

Alguém aí tem um bom filme pra me indicar?

segunda-feira, 2 de março de 2009

literal.



não venha me culpar pelos nossos erros.
assume pelo menos uma vez que você está tão perdida quanto eu.
que você já nem sabe mais o que fez de errado.
eu costumava me sentir mal.
me cobrar por ter te perdido, por deixar nosso laço se desfazer.
mas dessa vez não, não depende só de mim.
vai, segue sua vida. todos temos que seguir.
mas lembre-se de olhar pros lados antes de atravessar a rua.
ficar olhando pro próprio umbigo pode acabar em atropelamento no meio de uma avenida qualquer.
quem sente raiva hoje sou eu.


sem metáforas, ou alvos mimados, este é um desabafo sobre o sangue do meu sangue.
para todos aqueles que já colocaram à prova o conceito de família.