
Não tem como negar, você gosta mesmo é do bungee jump imaginário. Pensa, aquele abismo na sua frente, você sentindo o vento no rosto, as pernas ficando fracas, o medo querendo tomar conta. Eu sei que você vai pular, oras, voltar e pedir pra desprenderem as cordas do tornozelo nunca foi muito do seu feitio.
Então tá, braços abertos, olhos fechados, na cabeça um "não tenha medo de ser feliz" martelando desde sua infância. E o mais estranho é que você sabe que ninguém vai te empurrar, você vai ter que sair daquele solo firme e confortável por conta própria, e mesmo assim você espera. Não vem ninguém, nenhum estranho passa por ali pra gritar "pula", quem faz isso é um conhecido, aliás, bem conhecido instinto de desconforto. Tem algo aí dentro que sempre te leva a questionar o que está lá embaixo, que não te deixa ficar na superfície observando, que te manda pra dentro, pra baixo, com força, só pra ver a sua cara quando você notar que tudo por lá é meio igual e meio diferente de tudo que você já viu, e só.
Acho que meus fins não justificam meus meios. Afinal, os meios é que são importantes, os fins são todos iguais. Quando se chega lá embaixo o que importa não é o que você construiu mas sim o que você desconstruiu no caminho.
- voltei pra cá, vamos ver no que que dá -

































